quinta-feira, 12 de maio de 2011

MERITOCRACIA E ILUSIONISMO


EDUCAÇÃO DE MENTIRINHA É COM ELE.




Olhem aqui onde foi que Eduardo Campos aprendeu a fazer educação de mentirinha. Copiou dos Mestres José Serra, Alckmin e Aécio Neves, que por sua vez copiaram de George W. Bush e agora Obama que continua na mesma política educacional. 


É aquela velha história da "síndrome de cachorro vira-lata" de que sofrem muitos brasileiros que acham que tudo que é feito no Estrangeiro(especialmente nos EUA) também serve para nós. Pasmem então, essa politiquinha educacional do Governador há vinte anos foi implantada nos Estados Unidos e o Resultado ? F-R-A-C-A-S-S-O !!!!   


só ensinou as escolas a corromperem os sistemas de avaliação para ganhar uma esmolinha anual ao invés de um SALÁRIO e condições de trabalho dignas. E, é claro. Estufar os cofres das empresas que mandam na educação. No nosso caso o Instituto Ayrton Senna; o MBC entre outros. Quer dizer... provavelmente vai dar errado, mas Dudu não está nem aí.. ELE QUER SER É PRESIDENTE..."para quê filho de pobre tendo educação que preste não é mesmo ?".... DUDU MALVADESA PRESIDENTE !!!    DEUS NOS LIVRE... 


sobre o fracasso Americano ler : 


 LUIZ FREITAS: Responsabilização, Meritocracia e Privatização.  http://www.cedes.unicamp.br/seminario3/luiz_freitas.pdf


Diane Ravith : " antiga adepta do gerencialismo na Educação que ocupou posição de destaque no governo de George W. Bush, tem ganhado repercussão dentro e fora dos Estados Unidos e abalado crenças sobre as políticas educacionais com estratégias orientadas pelo mercado.

Trata-se de “The death and life of great American school system: how testing and choice are undermining Education” (A morte e a vida do grande sistema escolar americano: como os testes e as escolhas estão minando a educação, Basic Books, 288 páginas). "

ALTERNATIVA: A meritocracia e o ilusionismo

ALTERNATIVA: A meritocracia e o ilusionismo: "Rodrigo Martins - Carta Capital Sem reajuste salarial desde 2005 e descontentes com os critérios usados para o pagamento da chamada “boni..."

terça-feira, 10 de maio de 2011

MONOCROMIA




Passada e enchente em nossa região, retorno a tônica original do blog. Ainda rememorando a poesia, segue esta que até hoje me diz muito, pois ainda reverbera em mim a tensão por liberdade, por dignidade, por esperança de dias melhores nessa região que tem seu desenvolvimento assentado na brutal exploração do ser humano.
Ser monocromático, é ter uma só face, é ser mais-do-mesmo. Monocromia, remete a inteligência binária que mencionem em “palavras e silêncios”(neste blog),  é o coronelismo em oposição a democracia,  a aculturação em oposição a multiculturalidade  e a imagem mais própria, o latifúndio em oposição a biodiversidade da mata atlântica. Ou simplesmente morte e vida como foi brilhantemente exposta por João Cabral de Melo Neto.



MONOCROMIA

Os meus dias, tantos dias
Repetidos, tão ausentes
Ainda sigo displicente
Imerso nesse contexto.
Que a liberdade tem preço ?
Não creio! Mas hoje em dia
Esvaiu-se a poesia
De viver de, de ter vontade
De buscar felicidade
No que se ergue ao intangível.

Seria isto possível ?
Em meio a tantas agruras
Das tantas desventuras
Tão presentes... cotidianas
Se num fechar de pestanas
Outra vez... resignado.
Se já não temos passado
E a história chegou ao fim
Quem eu sou? Por que eu vim ?
Não interessa! Está selado.
 
Como posso acreditar
Que nada será mudado
Que a esperança não nos serve
Que a vida não prossegue
Que só a morrer estamos fadados?
Disto não me oriundo!
De um viver latifúndio
Uma paleta e duas cores
No monopólio das dores
De um contraste solitário.

O presente repetido
E um ego ébrio esconde as flores
O desalento do amor perdido
Preto e branco enternecido
Num império de vida sem cores.
Mas a aquarela de um novo dia
Emergindo em poesia
Vem minando o estamento estanque
Me transporto ao tempo infante
Insisto e me arrisco na real utopia.

O Arco-íris do que hoje é banal
O inevitável mundo novo
Construído pelo povo
Far-se-á uma constante,
Com o impunível sol brilhante
Refloreste a humanidade
Re-dimensione a cidade
Sem radicalismo histérico
Desmorone o ser periférico
Rumo à nova sociedade.


Apesar da força, a correnteza
Não me rendo a esta monocromia
Nessa morbidez letal dos dias
Que conduzem à estrada projetada
Sigo forte o contrário na jornada
Em meio à humanidade ávida,
Garimpando o possível em terras grávidas
Grafitando matizes no muro invisível
O painel de um futuro irresistível
Um levante das vidas que foram roubadas.

Ítalo Agra
  Gameleira, 07 de outubro de 2006.




terça-feira, 3 de maio de 2011

CIVILIZAÇÃO CANAVIEIRA



In memoriam, do tempo em que me dediquei a poesia, decidi revirar algumas pastas de arquivos, as palavras esquecidas e acendê-las aqui no blog. É claro que desses arquivos tem muita coisa impublicável, segue então, o que eu acho que ainda tem algo a dizer ou até mais o que nunca teve essa chance pois quase tudo que escrevi nesse gênero ficou imerso em gavetas e arquivos. Segue então, para o gosto ou desgosto de vocês, aproveitando o mote regionalista em " Palavras e Silêncios" esse arranjo de poesia sobre a minha terra, a mata sul pernambucana.


CIVILIZAÇÃO CANAVIEIRA

Forjada pelo fogo
Em contraste a semeadura
Alastra as suas fronteiras
Pelos resquícios de fartura
Destruindo matas inteiras
Com grosseira agricultura.
Produz também homens
Que suas vidas inteiras
Seguem em fileiras
Vivendo as agruras
Constroem barreiras
E moldam a cultura.

Os homens tem em suas faces
Uma imagem monocultora
Na sobrevida de impasses
Na indústria opressora,
No labirinto da existência letal
Posto à classe trabalhadora.

Secas terras, porém verdes
Só tem a cor da vida
Mas, esta já foi castrada,
Vidas mortas, desagregadas
O ser dormente da árdua jornada
A esperança ausente, pois, já foi roubada.
Nessas vidas mutiladas,
Nesses tantos dias a fio
Na humanidade usurpada
Nas infâncias violadas
Pela força maturadas,
Dessa gente mortificada
Desses filhos do Brasil.

A corrupção atroz
Continua a ser fronteira
Nesse mundo semi-feudal
Pautado por cercas e barreiras,
Onde pensar é anormal
 Assim , como tudo que é vivente
Onde viver é uma besteira
Pois, é contraproducente.



O ser condicionado pelas barreiras
E pelo espaço ausente
Está preso mas não sente
Tem na fé sua companheira,
E segue o ritmo da dança
Que o bom civil é quem  balança
a cabeça a vida inteira,
E SE FAZ O-B-J-E-T-O
E SE FAZ S-U-I-C-I-D-A
E SE FAZ B-A-G-A-Ç-O
nessa estrutura que moe a vida.
E o trabalho explorado
É a única matéria que lhe tange,
O açúcar com gosto de sangue
Que é o produto deste reinado.



Deste mundo que vive no passado
Num Brasil que ainda é colonial
Que cultiva um viver medieval
Que corrompe o ser e a vida inteira,
Faz dos homens bagaços
E da vida fronteiras
E a cerca e o aço
é a ordem, a fileira,
E o exército é quem sobra
Pra  servir de  mão de obra
Pra esta nação sem bandeira,
Nesse sistema que mata
Nesta zona da mata
a CIVILIZAÇÃO CANAVIEIRA.

Ítalo Agra
Gameleira-PE , 19 de Setembro de 2006.